2011 começa com mais uma etapa da história infame do pseudo-ecologismo (fonte: Jorge Alcalde, da revista Quo).
No final do ano passado, as autoridades da Malásia anunciaram a suspensão de um programa de controle da epidemia da dengue (doença que afeta de 50 a 100 milhões de pessoas em todo o mundo) que utilizava como arma a liberação na natureza de exemplares machos do Aedes Aegypti geneticamente modificados, altamente atrativos para as fêmeas, mas cujos descendentes são incapazes de se reproduzir.
A utilização dessa técnica não é nova, e já foi utilizada com sucesso para reduzir drasticamente a população de pragas nocivas à agricultura nos Estados Unidos e no México. Porém, quando se tentou usar a mesma modificação para se frear o avanço da dengue na Malásia, grupos internacionais de ecologistas e consumidores alegaram a possibilidade de meios “mais holísticos” para se controlar a epidemia.
A mesma pressão deve acontecer diante de outras nações que também pesquisam armas genéticas contra a dengue.
Estes grupos (muito distantes da realidade do sudeste da Ásia, e virtualmente a salvo de qualquer contato com a dengue) asseguram que outros meios, mais lentos e mais caros (como a interminável fiscalização das águas paradas), trazem resultados mais seguros, apesar de nada disso ter impedido o alastramento da doença por todo o mundo.
Enquanto isso, o sofrimento e as mortes provocadas pela dengue não se mostram suficientemente “holísticos” para sensibilizar os salvadores do planeta.
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