terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Dilma Medvedev

A mídia baba-ovo vem passou os últimos meses amamentando a opinião pública com o ineditismo de assumir a "primeira mulher presidente" na história do Brasil. (Para frisar o demagogismo, até desenterraram o termo 'presidenta', para entusiasmar as 'clientas').

Pois bem, detesto decepcionar, mas... Dilma é homem.

Calma, sigo apenas o raciocínio velhaco do núcleo feminino do PT toda vez que alguma prefeita era eleita em alguma grota do interiorzão na cola do poderio do marido, quando ainda não existia a reeleição.
Aí, diziam que todas aquelas esposas, filhas, irmãs, cunhadas ou até mães daqueles prefeitos não representavam a "causa" da mulher, que não tinham "histórico de luta", e que chegaram àquelas posições no reboque de poder dos verdadeiros detentores do poder.

Elas tinham plena razão.
E isso vale perfeitíssimo para a diletante Medvedev.
Há um homem por trás de tudo, vocês sabem quem são, e vai continuar sendo ele a colher louros e vaias para qualquer coisa que venha a acontecer daqui para frente.

Ah, histórico de luta é eufemismo para exigência de carteirinha. O núcleo velhaco não tem aval para exigir de qualquer quem seja o compromisso de vinculação ideológica que o partido quer. Existe histórico de luta do homem?
Não, não... para o Brasil não foi dessa vez.

Dizem que Dilma é competente, decidida, teimosa ou tudo isso junto.
São qualidades de uma mula. Mas acredito fielmente que ela tenha sido brilhante se comparada com os três chefes bananas que confiaram em seu poder de ação, aliás já evidente nos tempos em que não inaugurava pontes e hidrelétricas, mas assaltos e sequestros. Isso sim, por mérito próprio.

PS: essa mesma mídia baba-ovo comentou com o nome de "furor" o impacto da aparência jovem - ainda que apagadinha - da esposinha do vice-presidente Tremer.
Não vi foror algum. Está na hora da turma de plantão de jornalismo arranjar coisa melhor para fazer.

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